Blog do Colégio Miraflores

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O QUE É UM LEITOR APAIXONADO?

Maio9

É o leitor que se deixa à deriva da palavra, sem tempo ou lugar. E caminha sempre querendo mais e mais leituras.

Nestas duas semanas que antecedem a 43ª Feira do Livro do Miraflores, professores, alunos, coordenadores e funcionários da escola estarão entrando nas salas do 5º ano do EF ao Ensino Médio para falar de sua experiência leitora, sugerindo livros, contando suas histórias de amor com a leitura.

Esperamos que essa paixão não pare jamais e que, ao longo do ano, novos leitores se entreguem ainda mais a essa aventura.

Seja você também um Leitor Apaixonado!

BELEZA, HARMONIA, POESIA E CULTURA: o melhor presente para nossos alunos!

Outubro4

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

Cometa poesia

era noite de julho de 1967

mamãe nos acordou de madrugada

para vermos o cometa ikeia-seki

(ela sabia que nós

nunca o esqueceríamos)

o cometa seguiu seu curso

nós voltamos pra cama

caixeiro viajante do céu,

o cometa aparece e desaparece

o cometa volta

a infância não

(Behr, Nicolas. In: Boa companhia: poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.)

A importância da Merenda Escolar saudável

Julho8

Os hábitos saudáveis da alimentação devem ser incentivados e praticados desde a infância. É nesta fase da vida que as crianças normalmente entram na escola e estão desenvolvendo uma série de funções de caráter físico, cognitivo e motor.

Existe hoje uma preocupação de promover na Escola uma merenda que seja ao mesmo tempo variada e nutritiva, já que o desafio é também fazer com que os alunos se adaptem a um novo cardápio, aceitando substituir as guloseimas, as quais já estão habituadas, por alimento verdadeiramente nutritivo. E a participação das famílias é de vital importância para que se possa desenvolver uma nova geração de pessoas saudáveis e dispostas para continuar construindo a cada dia uma sociedade melhor.

Quando o consumo alimentar é adequado, as crianças têm bom desempenho escolar e uma maior facilidade de assimilação dos conhecimentos, além de estarem prevenindo uma série de doenças e desequilíbrios futuros como, os problemas relacionados ao crescimento, hipercolesterolemia e a incidência de casos de obesidade infantil.

No Miraflores, os alunos têm opção de fazer seus lanches na cantina, onde é ofertada uma merenda nutricionalmente adequada, podem lanchar o que é oferecido pelo Serviço de Nutrição ou podem trazer seu lanche de casa.

Recentemente foi feita uma pesquisa com esses alunos onde foi avaliada a freqüência semanal do lanche trazido de casa, e foi encontrado um número significante de lanches não saudáveis.
Devido ao resultado obtido na pesquisa, visando melhorar os hábitos alimentares dos escolares, seguem abaixo algumas DICAS importantes que irão lhe ajudar para montar a lancheira saudável:

• Dê preferência para os sanduíches com pães integrais e grãos, bisnaguinha, pão doce sem creme. Tente evitar biscoitos recheados, pois são ricos em gordura;
• Para substituir o pão você pode colocar uma fatia de bolo (de preferência sem recheio e cobertura).
• Para rechear os sanduíches dê preferência aos queijos brancos (tipo Minas frescal, requeijão, ricota, cottage, polenguinho);
• Se possível utilize sempre uma fruta in natura. Caso seja muito difícil, pode optar por sucos de frutas naturais ou industrializados. Há uma variedade muito grande no mercado, são práticos e nutritivos;
• Os leites de caixinha também podem ser utilizados para variar o cardápio. São ricos em cálcio e auxiliam o crescimento;
• Evitem os salgadinhos industrializados, pois são ricos em gorduras trans, contém excesso de sal, poucos nutrientes (apesar de serem práticos e alguns bem baratos), bem como os refrigerantes.

Texto produzido por Mariana, Emanuele e Cristiane, graduandas de nutrição e estagiárias do Serviço de Nutrição do Miraflores.

Bibliografia:
COURE, Raul Enrique ; A Importância da Merenda escolar no desenvolvimento do aluno;2009

http://www.nossadica.com/merenda_escolar.php

Leitor apaixonado

Maio18

Leitura é fundamental

Maio18

Livro eletrônico

Abril29

Este é um dos temas sobre os quais jornalistas e leitores habituais mais nos interrogam. O livro vai acabar, as editoras vão fechar, é a morte dos autores? Primeiro, os catastrofistas de plantão são em geral mal informados. Quando surgiu o rádio, dizia-se, nesse mesmo tom, que ninguém mais iria conversar nas famílias. Vindo a televisão, estevam mortos o teatro e o rádio. Chegando a internet, tudo estava acabado, menos o isolamento, a alienação.

Nada mudou radicalmente dentro desse esquema: não se deixou de conversar (as pessoas nunca se comunicaram tanto quanto na internet), não se deixou de ir ao teatro (bons espetáculos atraem muita gente), ninguém parou de ir ao cinema (a não ser por medo de sair à noite, pela insegurança que se alastra), enfim, cada novo invento acrescentou, não tirou.

Li um diálogo interessante, dirigido por um jornalista, entre Umberto Eco e um roteirista francês, sobre o assunto. Os dois são donos de imensas bibliotecas, de muitas dezenas de milhares de volumes. Portanto, são amantes de livro, vivem com e para o livro.

“As discussões sobre o fim do livro e a morte das editoras, quem sabe dos escritores, me parecem tolas, material de intermináveis diálogos e discussões vazias”

Interessantes comentários: o registro escrito, seja em papel, pergaminho, nas antiquíssimas tabuinhas de argila, é o mais sólido, é permanente. O e-book, o livro eletrônico, que tem suas vantagens como todo artefato moderno, tem desvantagens claras de saída. Por exemplo, dependeremos de ,aos decodificadores, suportes, seja como for: já não conseguimos ver os antigos vídeos de poucos anos atrás, a não ser que ainda tenhamos em casa aquele aparelho já superado onde os enfiar. Logo os CDs serão esquecidos, os DVDs serão antiquados, e teremos de modificar, a cada nova invenção, a nossa biblioteca eletrônica. Sem falar na saúde dos olhos, atacados pelo tipo de luminosidade, modo de leitura, do texto na página de um e-book.

Outro assunto que me fascinou liga-se à bela palavra “palimpsesto”. Para quem não sabe, é a escrita sobre outra escrita. Encontram-se, em bibliotecas monumentais como a do Congresso americano, raridades em forma de tabuinhas, argila, pergaminho, couro, e mesmo papel, em que trechos ou palavras foram raspados e outros escritos em seu lugar, ou simplesmente por cima. Revelados, abrem-nos facetas incríveis da antiga cultura, pessoas, modos de vida. São camadas de civilização, que fascinam exércitos de cuidadores e estudiosos. No e-book teremos apenas o reles imediato. Prático, sim: não definitivo nem profundo.

Naturalmente dirão que sou viciada no livro de papel: direi que, sim, o cheiro de livro, de biblioteca ou de livraria é mágico para quem como eu foi criada nesse meio, ligada a esse instrumento de prazer, informação e crescimento pessoal, de integração no mundo, sem fronteiras de espaço e tempo. Isso pode entediar a novíssima geração, para quem a tela do computador é muita mais fascinante do que uma lombada de livro: e por que não? Tudo é legítimo e vale a pena, desde que não rompa nem emburreça nem empobreça demais.

Eu direi que as duas coisas podem e vão conviver, como rádio e família, televisão e teatro, internet e outros meios de comunicação. Tudo está aí para nos servir, se não formos incompetentes demais. O resto, as discussões sobre o fim do livro e a morte das editoras, quem sabe dos escritores, me parece tolo, material de intermináveis diálogos e discussões vazias, artigos sem fundamento, entrevistas sem grande interesse.

E se o livro eletrônico vencer, se conseguirmos afinal um meio permanente, que permita ler anos a fio em todos os lugares do mundo, preservar com segurança, e transmitir velhíssimos recados ocultos, vamos continuar lendo, escrevendo, editando. A forma importa pouco: importam o prazer, a comunicação, o estudo, a pesquisa, a aventura através do tempo, do espaço, das culturas e das mentes, que a palavra desperta em quem sabe perceber ali uma janela, que se abre de par em par, passando para o outro lado, e se entregando. Então já não rasteja, mas voa. Já não se encolhe, mas se desdobra, e intensamente vive.

Escritora: Lya Luft


Fonte
: Veja – 15 de Setembro, 2010.

O Ato de Ler no Mundo Contemporâneo

Abril15

Clique aqui para ler o artigo no formato PDF.

Manifesto por um Brasil literário

Abril12

Alfabetizar-se, saber ler e escrever tornaram-se hoje condições imprescindíveis à profissionalização e ao emprego. A escola é um espaço necessário para instrumentalizar o sujeito e facilitar seu ingresso no trabalho. Mas pelo avanço das ciências humanas compreende-se como inerente aos homens e mulheres a necessidade de manifestar e dar corpo às suas capacidades inventivas. Por outro lado, existe um uso não tão pragmático de escrita e leitura. Ler post completo »

A era da rede

Março18

Comunicação é palavra derivada do latim communis que significa tornar comum, comungar. A comunicação verbal e não verbal influencia todos os relacionamentos humanos: trocamos experiências, impressões, sensações, idéias por meio de diferentes linguagens. Inserida em praticamente todas as situações de vida, a linguagem de acordo com o linguista Noam Chomsky, seria, em grande parte, responsável por termos uma história, uma diversidade e uma evolução cultural tão complexa e rica.

Grande variedade de meios e linguagens faz parte da vida das pessoas desde muito cedo. Logo ao nascer já estamos imersos em um universo de sons, gestos, símbolos e imagens. A apropriação e o domínio de recursos verbais e não verbais vão possibilitar a todos uma integração mais plena na sociedade em que vivem.

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